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sábado, 29 de agosto de 2026

Avisos inter-paroquiais - XXII Domingo do Tempo Comum - Ano A - 30 de Agosto de 2026

"Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me"


Tema do 22.º Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 22.º Domingo do Tempo Comum coloca-nos diante de uma das questões mais exigentes da vida cristã: qual é o verdadeiro caminho para uma vida plena e feliz? A resposta que a Palavra de Deus nos oferece pode parecer desconcertante: a vida verdadeira passa pelo caminho da cruz, isto é, pelo amor, pela entrega, pelo serviço e pelo dom de nós próprios aos outros.

A “loucura da cruz”, de que nos fala a mensagem cristã, não significa procurar deliberadamente o sofrimento nem aceitar passivamente as injustiças. Significa compreender que amar de verdade implica muitas vezes renunciar ao egoísmo, ao comodismo, aos interesses pessoais e à procura do sucesso fácil. A cruz nasce quando o amor é levado até às últimas consequências. Foi esse o caminho percorrido por Jesus e é esse também o caminho proposto a todos aqueles que querem ser seus discípulos.

Na primeira leitura, o profeta Jeremias apresenta-nos a experiência dolorosa de alguém que se deixou conquistar por Deus e colocou a sua vida ao serviço da sua Palavra. Jeremias não escolheu um caminho de facilidades. A fidelidade à missão recebida obrigou-o a denunciar injustiças, a confrontar os poderosos e a questionar comportamentos e estruturas que contrariavam a vontade de Deus. Por isso, conheceu a incompreensão, a rejeição, a solidão e a perseguição.

A experiência de Jeremias mostra-nos que ser fiel à Palavra de Deus nem sempre significa ser aceite ou aplaudido. Há momentos em que viver de acordo com o Evangelho nos coloca em contradição com a mentalidade dominante. Quando isso acontece, pode surgir a tentação de desistir, de calar a verdade ou de adaptar os nossos princípios para evitar conflitos. Jeremias recorda-nos, porém, que a fidelidade tem um preço e que aquele que se coloca ao serviço de Deus precisa de estar disposto a perseverar mesmo quando o caminho se torna difícil.

Na segunda leitura, São Paulo apresenta-nos uma consequência concreta dessa fidelidade: somos convidados a oferecer a Deus toda a nossa existência. O verdadeiro culto que Deus espera de nós não consiste apenas em palavras, ritos ou celebrações exteriores; consiste em fazer da própria vida uma oferta.

Oferecer a Deus a nossa existência significa colocar nas suas mãos aquilo que somos, aquilo que fazemos, as nossas escolhas, o nosso trabalho, as nossas relações e o modo como nos relacionamos com os outros. Significa também não nos deixarmos moldar cegamente pela lógica do mundo. São Paulo convida-nos a transformar a nossa maneira de pensar, para podermos discernir aquilo que é verdadeiramente bom, justo e agradável a Deus.

Esta proposta é particularmente actual. Vivemos numa sociedade que frequentemente valoriza o êxito, o poder, o dinheiro, a aparência, o reconhecimento e a satisfação imediata. O Evangelho apresenta-nos uma lógica diferente: a lógica do serviço, da simplicidade, da solidariedade, da verdade e da entrega. O cristão é chamado não simplesmente a seguir aquilo que todos fazem, mas a perguntar, diante de cada situação: isto está de acordo com o Evangelho? Isto contribui para o bem dos outros? Esta é verdadeiramente a vontade de Deus?

No Evangelho, Jesus revela aos discípulos que o seu caminho passará pela rejeição, pelo sofrimento e pela morte. Pedro não consegue compreender essa perspectiva. Para ele, como para tantos de nós, é difícil aceitar que o Messias possa passar pela cruz. Esperamos frequentemente que Deus se manifeste através da força, do triunfo e do sucesso. Jesus, porém, apresenta-nos um Deus que se revela na humildade e no amor que se entrega.

Por isso, depois de anunciar a sua própria paixão, Jesus dirige aos discípulos um convite exigente: “Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.” Não se trata de procurar o sofrimento por si mesmo, mas de aceitar as exigências do amor. Tomar a cruz significa estar disposto a sair de nós próprios, a colocar os outros no centro, a servir sem esperar recompensa e a permanecer fiel ao bem mesmo quando isso implica sacrifício.

A cruz cristã é, portanto, muito mais do que um objecto que trazemos ao peito ou um símbolo presente nas nossas igrejas. É um modo de viver. Está presente quando perdoamos em vez de alimentar ressentimentos; quando ajudamos alguém sem esperar reconhecimento; quando defendemos quem é injustiçado; quando somos capazes de renunciar a uma vantagem pessoal para fazer o que é justo; quando permanecemos fiéis à verdade mesmo sabendo que isso pode trazer-nos incompreensão.

A Palavra de Deus deste domingo convida-nos, assim, a rever os critérios com que orientamos a nossa vida. Que procuramos realmente: o sucesso aos olhos dos homens ou a fidelidade aos olhos de Deus? Estamos dispostos a seguir Jesus também quando o seu caminho exige renúncia, coragem e perseverança? Ou procuramos um cristianismo sem exigências, uma fé que nos conforte mas não transforme a nossa vida?

A mensagem deste domingo não é uma glorificação do sofrimento. É, antes, uma afirmação de que o amor verdadeiro tem sempre uma dimensão de entrega. Quem ama verdadeiramente dá alguma coisa de si. E é precisamente nessa entrega que encontra uma vida mais profunda e mais verdadeira.

Jesus mostra-nos que perder a vida por amor não significa destruí-la, mas encontrá-la numa dimensão nova. Aquele que vive apenas para si próprio pode possuir muitas coisas, mas permanece fechado sobre si mesmo. Aquele que é capaz de se dar aos outros descobre uma riqueza que não pode ser medida pelo dinheiro, pelo prestígio ou pelo reconhecimento.

A liturgia deste domingo deixa-nos, por isso, um desafio muito concreto: não fugir sistematicamente da cruz, mas discernir aquilo que o amor e a fidelidade ao Evangelho nos pedem em cada momento. Algumas cruzes fazem parte inevitavelmente da condição humana; outras nascem das nossas escolhas. O cristão não é chamado a carregar todas as dificuldades de forma resignada, mas a transformar as dificuldades que encontra em oportunidades de amor, de crescimento, de serviço e de fidelidade.

No fundo, a pergunta que a Palavra de Deus nos coloca é simples e decisiva: estamos dispostos a seguir Jesus pelo caminho que Ele próprio percorreu? O caminho pode ser exigente, mas é o caminho que conduz à verdadeira vida. Porque, no Evangelho, a cruz não é a última palavra. A última palavra é a vida, a ressurreição e o amor que vence a morte.


1. MUDANÇAS DE PÁROCOS E... SUAS ENTRADAS NAS PARÓQUIAS

Vai acontecer, na Paróquia de Guisande, no sábado, dia 12 de setembro, na Eucaristia, na Igreja, às 18.00 horas; no domingo, dia 13 de setembro, na Paróquia de Pigeiros, na Igreja, às 9.30 horas e na Paróquia das Caldas de São Jorge a seguir, às 11.00 horas, também na Igreja. Neste fim-de-semana são as únicas Eucaristias que vão ser celebradas nas Paróquias.

Na Paróquia de Guisande, o Pe. Claúdio será acolhido às, 17.30 horas pelas autoridades civis e responsáveis de cada grupo Paroquial, seguindo-se a Eucaristia e um convívio no final na Alameda ou Salão Paroquial se o tempo o não permitir. 

Na Paróquia de Pigeiros, pelas 9.00 horas acontecerá o acolhimento e um “Porto de Honra”, seguindo-se a Eucaristia. 

Na Paróquia de Caldas, antes da Eucaristia, haverá o acolhimento do novo Pároco.

No final da Eucaristia na Paróquia das Caldas de São Jorge haverá um almoço-convívio, proporcionando um espaço de encontro e conhecimento das Paróquias e paroquianos com o seu novo Pároco.
Assim, convidamos todos os paroquianos e demais habitantes desta nossa comunidade Inter-Paroquial a juntar-se ao almoço no dia 13 de setembro pelas 12:30, no Salão Paroquial de Caldas de São Jorge.

No almoço serão servidas carnes assadas na brasa, no pão, e terá uma inscrição obrigatória a fazer até ao dia 9 de setembro, no valor de 5,00 € (cinco euros) por pessoa para ajudar nos custos. A organização agradece que os participantes colaborem trazendo, entradas, sobremesas, bebidas.

Poderão inscrever-se no formulário disponível online ou nos Cartórios Paroquiais. O pagamento deverá ser feito nos Cartórios Paroquiais ou na Sacristia nos finais das Eucaristias, até dia 9 de setembro.


Entre a minha saída e a entrada do Pe. Cláudio as celebrações no fim-de-semana, sábado, dia 5 e domingo, dia 6 de setembro estão asseguradas. Não haverá a celebração da Eucaristia, em nenhuma Paróquia, durante a semana. Os serviços que surjam serão resolvidos pontualmente.


2. PEREGRINAÇÃO DA LIAM A FÁTIMA DA PARÓQUIA DE GUISANDE
O Grupo da LIAM da Paróquia de Guisande vai organizar uma peregrinação a Fátima no próximo dia 13 de setembro. Os interessados devem falar com algum dos membros do grupo. O preço é de 15,00 € (quinze euros).

3. XXII GRANDE PRÉMIO DE ATLETISMO DAS CALDAS DE SÃO JORGE

Vai acontecer no próximo dia 20 de setembro, às 9.00 horas. As inscrições já se encontram abertas. As pessoas que tiverem dificuldade em fazer a inscrição na plataforma podem dirigir-se à Sede da Junta de Freguesia, ao “Centro de Estudos da Corujinha” ou ao Ginásio “Espaço Forma” (perto da ponte). Os interessados deixam os dados pessoais e fazem o pagamento e a inscrição será feita. Por cada inscrição reverterá 4,00 € para a Cruz Vermelha de Sanguedo. Fica o convite à participação.



4. PASSEIO / CONVÍVIO DO CENTRO SOCIAL DE SÃO MAMEDE DE
GUISANDE
Vai realizar-se no próximo dia 26 de setembro e tem como destino Vila do conde, junto
à Igreja dos Navegantes; Valença, para ao almoço; seguindo-se para Santa Tecla, em
Espanha; Vila Nova de Cerveira para o lanche e regresso a Guisande.

A saída está prevista para as 8.00 horas da Alameda da Igreja e as inscrições podem ser
feitas, o quanto antes, no Centro Social (Monte do Viso) ou junto dos Senhores Joaquim
Santos e Celestino Sacramento.


5. PASSEIOS NA MINHA TERRA 2026

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira informa que se encontram abertas as inscrições para a edição de 2026 do programa "Passeios na Minha Terra", direcionada à população sénior (a partir dos 65 anos) residente no concelho, esta iniciativa convida a uma nova rota cultural e inovadora com destino a Arcos de Valdevez e Braga. O arranque das viagens já começou no dia 23 de junho.

Um Roteiro pela Independência de Portugal

A edição deste ano tem como tema central o papel desempenhado por Santa Maria da Feira, Arcos de Valdevez e Braga na consolidação e independência do Condado Portucalense durante o século XII. A viagem sublinha o contributo histórico de cada uma destas regiões na luta contra a influência do Reino de Leão:

● Santa Maria da Feira: O concelho assumiu-se como o epicentro militar da revolta de D. Afonso Henriques. A sua força militar organizada e o seu castelo foram fundamentais para a vitória na Batalha de S. Mamede (1128).

● Arcos de Valdevez: Palco do histórico "Recontro de Valdevez", este local selou a supremacia militar portuguesa, confirmando a superioridade das forças de D. Afonso Henriques e abrindo caminho para o reconhecimento da soberania.

● Braga: O município minhoto estruturou a autoridade política e eclesiástica da época, afirmando-se como um centro diocesano de primeira importância para a consolidação do poder de D. Henrique.

Os passeios decorrerão ao longo dos próximos meses, proporcionando uma experiência imersiva em locais que assumiram um papel extremamente ativo na história do Ocidente peninsular. 

Informações sobre Inscrições

Os seniores interessados poderão efetuar a sua inscrição presencialmente na Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, nas Juntas ou União de Freguesia, nos Centros Sociais e nas associações culturais e desportivas locais.

Para o esclarecimento de dúvidas ou para a realização de inscrições por vias alternativas, a autarquia disponibiliza os contactos telefónicos 256 370 800 (Extensão: 6269) e 932 555 336, ou através do correio eletrónico: departamentosocialsaudehabitacao@cm-feira.pt