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sábado, 3 de outubro de 2026

Boletim Interparoquial N-º 02 - XXVII Semana do Tempo Comum - Ano A - 04 de Outubro



quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Um em Cristo - Unidos na Missão

 


MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV

PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

[18 de outubro de 2026]



Um em Cristo, unidos na missão

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja, escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para «renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, 5 de outubro de 2025).

1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs

No centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.

Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).

Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de Nicéia.

Por último, mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.

Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo Senhor

A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa.

Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Por isso, estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” – entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).

Obviamente, a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de colaboração entre si para a missão e na missão.

A propósito, agradeço às Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja. Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade, continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar com elas com espírito de gratidão.

3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus

Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de Jesus Cristo.

A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.

Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar. Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!

Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava, «muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas, 1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando: «No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).

Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025). E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta simples oração:

Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho, anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.

Abençoai os missionários e as missionárias, sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!

Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.

Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV

Terço pela paz com crianças


Hoje, 1 de outubro, às 16h00, o Papa Leão XIV reza o Terço pela paz com centenas de crianças nos Jardins do Vaticano. 

O momento marca o início da Semana Mundial de Oração 'Um Milhão de Crianças Rezam o Terço'. 

Esta iniciativa da Fundação AIS - Ajuda à Igreja que Sofre convida crianças, famílias, escolas e comunidades de todo o mundo a rezarem pela paz e pela unidade, até 7 de outubro.

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domingo, 27 de setembro de 2026

Guisande - Outubro - Mês Missionário - Reza diária do Terço

 

Conforme habitual, na paróquia de Guisande decorrerá o Outubo - Mês Missionário, pelo que vai realizar-se a reza diária do Terço. Será na igreja matriz.

Para além das orações pelas Missões, rezar-se-á pela paz no mundo, em resposta à convocatória do Papa Leão XIV, hoje, em Lourdes - França, a  todas as comunidades católicas para a recitação do Rosário durante o mês de outubro, visando travar a atual escalada global de conflitos armados.

“Hoje, como se estivesse a receber esse pedido, convido todos os fiéis e todas as comunidades cristãs a rezarem o Santo Rosário durante o próximo mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e que a paz se instaure entre os povos em conflito”, disse, antes de recitar o ângelus no final da Missa a que presidiu esta manhã.

Leão XIV evocou a mensagem deixada nas aparições marianas do século XIX, na localidade francesa, e pediu que todos acompanhem a oração “com atos concretos de penitência e misericórdia, com o compromisso de promover sempre o diálogo e a reconciliação”.

[fonte: Ecclesia]

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Boletim Interparoquial N-º 01 - XXVI Semana do Tempo Comum - Ano A - 27 de Setembro


N.º 01 - XXVI Semana da Tempo Comum
Ano A
27 de Setembro a 3 de Outubro de 2026
Contactos do Cartório
📧 ci.csjorgeguisandepigeiros@gmail.com
📱 911 132 322

Nota introdutória

Por vontade do nosso pároco Pe. Cláudio Silva, estes avisos semanais passarão a ter a designação de Boletim Interparoquial.


Será dado relevo aos horários das celebrações, atendimentos nos cartórios, bem como à agenda das diferentes actividades e reuniões nas diferentes paróquias.


Pede-se aos diferentes grupos de ambas as paróquias para, sempre que acharem por bem, fazerem chegar por email ao secretário Arlindo, os textos e imagens de encontros e actividades próprias que pretendam partilhar e divulgar neste nosso espaço interparoquial.

1. Contacto do Padre Cláudio Silva

O contacto do Padre Cláudio para assuntos paroquiais:  934 839 980.

2. Início da Catequese

Pedimos aos encarregados de educação que ainda não fizeram a inscrição dos seus filhos, que o façam durante a próxima semana, junto do (da) catequista ou no cartório, no horário de funcionamento.

3. Horário das Missas e Atendimento

Horários das Missas

TERÇA-FEIRA
15:00 horas – Centro Social das Caldas
18:30 horas – Caldas de São Jorge
QUARTA-FEIRA
18:00 horas – Pigeiros
QUINTA-FEIRA
19:30 horas – Caldas de São Jorge
Adoração ao Santíssimo Sacramento
SEXTA-FEIRA
18:45 horas – Guisande - Adoração ao Santíssimo Sacramento
19:30 horas – Guisande
SÁBADO
15:00 horas – Pigeiros - Adoração ao Santíssimo Sacramento
16:00 horas – Pigeiros
17:30 horas – Guisande
19:30 horas – Caldas de São Jorge
DOMINGO
08:00 horas – Guisande (Festa da Senhora do Rosário)
09:30 horas – Pigeiros
11:00 horas – Caldas de São Jorge

Horários de Atendimento

TERÇA-FEIRA — CALDAS DE SÃO JORGE
15:00 – 18:00 horas – Secretário
17:00 – 18:30 horas – Pároco

QUARTA-FEIRA — PIGEIROS
Esta semana, excepcionalmente, o Pároco não faz atendimento.

QUINTA-FEIRA — CALDAS DE SÃO JORGE
15:00 – 18:00 horas – Secretário
17:00 – 18:30 horas – Pároco

SEXTA-FEIRA — GUISANDE
17:00 – 19:00 horas – Pároco

4. Caldas de São Jorge

📅 Quinta-feira, dia 01-10-2026, às 21:00 horas
Reunião com Catequistas

📅 Sexta-feira, dia 02-10-2026, às 20:00 horas
2.º Encontro Alpha

5. Guisande

📅 Terça-feira, dia 29-09-2026, às 20:00 horas
Reunião com Catequistas

O mês de Outubro começa na próxima Quinta-feira, e iremos realizar novamente o Outubro Missionário.

Recitação do Terço

  • Segunda a Sexta-feira: 19:00 horas
  • Sábados: 16:45 horas (antes da missa)
  • Domingos: 15:00 horas

♻️ Reciclagem porta a porta

A Junta de Freguesia de Guisande informa que terá início, a partir de quarta-feira, dia 30 de setembro, o serviço de reciclagem porta a porta na nossa freguesia.

Durante estes dias, uma equipa devidamente identificada irá percorrer a freguesia, batendo à porta das habitações para prestar informações sobre o funcionamento do serviço.

Nos casos em que não se encontre ninguém em casa, será deixada informação na caixa de correio.

Este é um serviço totalmente gratuito, pelo que se pede a todos os habitantes da freguesia para a sua adesão e participação.

6. Pigeiros

📅 Quarta-feira, dia 30-09-2026, às 21:00 horas
Reunião com Catequistas
Boletim Inter-Paroquial n.º 001
XXVI Semana do Tempo Comum · 27 de setembro de 2026

Cartório: ci.csjorgeguisandepigeiros@gmail.com
Telemóvel: 911 132 322




Reflexão para o XXVI Domingo do Tempo Comum - Ano A - 27 de Setembro de 2026

 


TEMA DO 26.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço-as e elas seguem-Me.


A liturgia deste 26.º Domingo do Tempo Comum coloca-nos diante de uma pergunta simples, mas profundamente exigente: como respondemos ao apelo de Deus? Não basta escutar a sua Palavra, reconhecer a beleza do Evangelho ou afirmar com os lábios que acreditamos. A fé pede uma resposta concreta, uma resposta que se traduza nas escolhas, nas atitudes e na forma como nos relacionamos com Deus e com os outros.

Deus continua a chamar cada homem e cada mulher a colaborar na construção do seu Reino: um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano, onde a paz não seja apenas um desejo, mas um compromisso assumido e vivido. Perante esse convite, cada um de nós é chamado a tomar posição. Podemos dizer “sim” e colocar a nossa vida ao serviço do bem; ou podemos permanecer indiferentes, adiando continuamente a resposta, refugiando-nos no comodismo, no egoísmo ou na ideia de que a transformação do mundo é responsabilidade dos outros.

A Palavra de Deus deste domingo recorda-nos, por isso, que a fé não pode ficar apenas nas palavras. Entre aquilo que dizemos e aquilo que fazemos existe, muitas vezes, uma distância que somos convidados a reconhecer e a superar. Deus não procura simplesmente discursos bonitos, aparências religiosas ou gestos exteriores que nos façam parecer bons aos olhos dos outros. Ele olha para o coração e para a verdade da nossa vida. O que conta é a coerência entre a fé que professamos e o modo como vivemos.

Um “sim” que se transforma em vida

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida o povo de Israel, que vive uma situação de sofrimento e exílio, a assumir com seriedade a sua responsabilidade diante de Deus. Não há lugar para desculpas ou para uma fé baseada na aparência. Cada pessoa é chamada a reconhecer que as suas escolhas têm consequências e que a relação com Deus implica uma transformação concreta da vida.

Esta mensagem continua profundamente atual. Também nós podemos cair facilmente na tentação de atribuir aos outros a responsabilidade pelo que acontece à nossa volta. É fácil dizer que a sociedade precisa de mudar, que as pessoas deveriam ser mais solidárias, que o mundo deveria ser mais justo. Mais difícil é perguntar: e eu, o que estou disposto a mudar? Que lugar ocupa Deus nas minhas decisões? Que compromisso assumo diante das necessidades daqueles que vivem perto de mim?

A conversão começa precisamente quando deixamos de olhar apenas para aquilo que os outros deveriam fazer e começamos a reconhecer aquilo que está ao nosso alcance realizar.

O Evangelho: mais importante do que dizer é fazer

No Evangelho, Jesus apresenta-nos a parábola dos dois filhos. Um deles diz inicialmente “não”, mas depois arrepende-se e vai trabalhar. O outro responde prontamente “sim”, mas não cumpre aquilo que o pai lhe pediu.

A parábola toca numa realidade muito humana: nem sempre as nossas palavras correspondem às nossas ações. Podemos dizer “sim” por educação, por hábito, por medo ou simplesmente porque queremos causar uma boa impressão. Podemos também ter momentos de resistência, dúvida ou afastamento e, mais tarde, encontrar o caminho da conversão.

Jesus mostra-nos que Deus não se fixa apenas na resposta inicial. Ele olha para aquilo que fazemos com a nossa liberdade e para a direção que damos à nossa vida. Há um “sim” que nasce dos lábios e outro que nasce das opções concretas. O primeiro pode ser apenas aparência; o segundo manifesta-se no serviço, no perdão, na justiça, na solidariedade e na capacidade de colocar o bem do outro acima dos nossos interesses.

Por isso, este Evangelho convida-nos a olhar com sinceridade para a nossa própria vida: o nosso “sim” a Deus é verdadeiro? A nossa fé produz frutos? As nossas palavras encontram correspondência nas nossas atitudes? Somos cristãos apenas nos momentos e espaços em que é fácil sê-lo, ou procuramos viver o Evangelho também quando isso exige renúncia, coragem e disponibilidade?

Cristo, caminho de humildade e serviço

A segunda leitura apresenta-nos o grande exemplo de Jesus Cristo. São Paulo convida a comunidade de Filipos a ter os mesmos sentimentos de Cristo: humildade, despojamento, serviço e entrega.

Cristo, sendo Filho de Deus, não escolheu o caminho do poder, da superioridade ou da afirmação pessoal. Escolheu fazer-se servidor. Desceu ao encontro da humanidade e entregou a própria vida por amor.

Esta é talvez uma das grandes contradições do Evangelho: para Deus, a grandeza não está em dominar, mas em servir; não está em colocar-se acima dos outros, mas em fazer-se próximo; não está em procurar reconhecimento, mas em oferecer a própria vida.

Seguir Jesus significa, por isso, aprender a sair de nós próprios. Significa vencer o individualismo que tantas vezes nos fecha nos nossos interesses e nos torna indiferentes às necessidades dos outros. Significa compreender que a fé cristã não é apenas uma relação pessoal com Deus, mas uma forma nova de estar no mundo.

Uma Palavra que nos interpela hoje

Vivemos num tempo marcado por muitas divisões, desigualdades, conflitos e inseguranças. Ao mesmo tempo, existe uma grande necessidade de pessoas capazes de construir pontes, de cuidar, de servir e de procurar o bem comum.

É neste contexto que a Palavra deste domingo ganha uma força particular. Deus continua a perguntar-nos: “Queres colaborar comigo?”

A resposta não precisa de ser grandiosa. Pode começar em gestos simples e concretos: escutar alguém que precisa de ser ouvido, perdoar uma ofensa, ajudar quem está sozinho, defender quem é injustiçado, partilhar o que temos, cumprir com responsabilidade a nossa missão, cuidar da família, do trabalho, da comunidade e da criação.

O Reino de Deus começa também nestes pequenos “sins” escondidos, muitas vezes sem aplausos e sem reconhecimento.

Para a nossa reflexão

Talvez este domingo nos convide sobretudo a passar das palavras à vida. Podemos perguntar-nos:

Onde tenho dito “sim” a Deus apenas com palavras, mas não com as minhas atitudes?

Há algum convite de Deus que tenho adiado por comodismo, medo ou indiferença?

Sou capaz de reconhecer os meus erros e recomeçar, como o filho que inicialmente disse “não”, mas depois mudou de atitude?

A minha fé torna-me mais disponível para servir e cuidar dos outros?

Que gesto concreto posso realizar esta semana para tornar mais presente a justiça, a fraternidade e a paz?

A liturgia deste domingo recorda-nos que Deus não procura pessoas perfeitas, mas pessoas disponíveis para se deixarem transformar e para transformar, com Ele, a realidade em que vivem.

O nosso “sim” a Deus não se mede apenas pelo que dizemos dentro da igreja, mas pelo modo como vivemos quando saímos dela. É na vida concreta, nas relações, nas escolhas e nos gestos quotidianos que a nossa fé se torna visível.

Que a Palavra deste domingo nos ajude a passar de uma fé simplesmente professada para uma fé vivida; de boas intenções para compromissos concretos; de uma religião de palavras para uma vida marcada pelo amor e pelo serviço.

E que, seguindo o exemplo de Cristo, aprendamos a dizer a Deus um “sim” que não seja apenas pronunciado pelos nossos lábios, mas escrito todos os dias nas escolhas da nossa vida.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Jornadas Nacionais de Comunicação Social - 2026

 


'Por uma gramática do encontro' é o tema das Jornadas Nacionais de Comunicação Social, que decorrem a 24 de setembro no Seminário de Leiria. Promovido pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, o encontro reúne profissionais e responsáveis pela comunicação da Igreja para um dia de escuta, reflexão e partilha de experiências, com o objetivo de lançar o "desenho de um mapa conjunto para a comunicação da Igreja em Portugal".
  + info

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Atendimento nos cartórios e celebrações de missas - Horários

 


Estes horários são os habituais, sem prejuízo de excepções, devida e previamente avisadas.
No caso, em Guisande, no dia 25 de Setembro, não haverá atendimento.